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Setembro Amarelo e a Alienação Parental

Setembro Amarelo e a Alienação Parental
  • Publishedsetembro 1, 2025

Setembro Amarelo é o Mês da Prevenção do Suicídio

Trata-se da campanha, com início no Brasil em 2015, cujo objetivo é conscientizar as pessoas sobre os riscos do suicídio, bem como evitar que o mesmo aconteça. Para atingir esse objetivo é primordial entender que o suicídio é provocado de forma inconsciente e por diversos motivos até banais e fúteis, como por exemplo os motivados por desafios, jogos etc.

Ainda assim, outros diversos casos podem induzir uma pessoa ao suicídio – depressão, droga, desequilíbrio emocional, maus tratos, solidão, relacionamento conjugal falido etc.

Sobretudo, temos o caso comum contra crianças e adolescentes menores indefesas que deveria estar chamando a atenção das autoridades, que é a Alienação Parental. Este crime contra os menores contribui para o índice de suicídio que mata mais brasileiros do que as doenças como a AIDS e o câncer.

 

ALIENAÇÃO PARENTAL

Alienação parental é causa de suicídio

Chamamos a atenção para a prática da alienação parental promovida pela Lei Maria da Penha e agora Lei Henry Borel que vieram corretamente para amparar as vítimas de crimes; porém, em alguns casos cujo os valores são invertidos, a Lei favorece o crime contra pais e filhos.

Discernir a verdadeira vítima do que age de má-fé é o desafio do Judiciário. O erro de interpretação, com base na fragilidade dessas Leis, pode gerar também o erro de conceder uma medida protetiva de urgência de forma precipitada à alienadora; com isso, resultar no suicídio de uma criança.

É o caso iniciado no Juizado da Violência Doméstica e Familiar Contra a Mulher em Niterói-RJ que duram dois anos e ocorre no Setembro Amarelo. Duas crianças proibidas de ver ou falar com o pai em função de uma denunciação caluniosa cujo objetivo foi a Alienação Parental.

A alienadora induziu o Judiciário ao erro e conseguiu a medida protetiva que alienou os filhos do pai por mais de ano, mesmo não havendo na denúncia caluniosa a apresentação de uma prova. O absurdo é que a medida de afastamentos teve por base apenas narrativas corriqueiras do convívio diário das crianças com o pai agravadas. O mais absurdo, o pai apresentou provas testemunhais e materiais de que mantinha um convívio saudável e criava seus filhos há 14 anos, sobretudo sendo um pai amoroso, exemplar e presente.

O caso segue em 10/09/2025 assistido pela Defensoria Pública na Vara de Família da Região Oceânica e já dura dois anos, estando as crianças alienadas por decisão da alienadora e descumprimento de guarda.

 

COMO ACONTECE A ALIENAÇÃO PARENTAL

Quando um dos genitores é suspeito de praticar Alienação Parental, a criança vítima dessa situação pode apresentar diversos sintomas, como, por exemplo, ansiedade, nervosismo, agressividade, depressão, transtorno de identidade, falta de organização, isolamento, insegurança, dificuldades de aprendizado, sentimento de culpa, desespero, entre outros.

Quanto ao genitor alienador, os sinais que devem ser observados, a fim de verificar se realmente está praticando atos de alienação, são: negar o acesso do outro genitor ao filho, impedindo a realização de visitas; falsas denúncias de abuso sexual; desejo de manter o controle pela família; tratar de assuntos conjugais na frente do filho procurando caluniar a imagem do outro genitor; dentre outros que visam provocar o afastamento do filho da figura do genitor alienado.

Os filhos são levados a rejeitar o genitor, a odiá-lo. Ao ver o interesse do pai em preservar a convivência com o filho, quer vingar-se, afastando este do genitor. Para isso cria uma série de situações visando a dificultar ao máximo ou a impedir a visitação. Leva o filho a rejeitar o pai, a odiá-lo.

– O Psiquiatra americano Richard Gardner definiu: “se trata de verdadeira campanha para desmoralizar o genitor perante os filhos e destruir o vínculo entre ambos. Richard nominou este processo de ‘síndrome de alienação parental’: programar uma criança para odiar o genitor sem qualquer justificativa.

A mãe conduz a criança, que ama seu pai, a se afastar dele, apesar do pai também amá-la. Isso gera contradição de sentimentos e destruição do vínculo entre ambos. como proceder diante do caso de alienação parental.

– A Des. Dra. Maria Berenice elucida: “a mãe ao observar o interesse do pai na convivência com o filho, quer vingar-se, afastando-o e criando situações que o leva a rejeitar o pai; programando a criança para odiar o genitor sem justificativa; a criança pode apresentar transtorno de identidade, sentimento de culpa, inclinação para drogas, álcool e até suicídio.”

– A Juíza Dra. Maria Cristina Paiva do IBDFAM afirma: “A Alienação Parental é a violência psicológica contra a criança e o adolescente, prática combatida com a convivência familiar plena”.

 

O SUICÍDIO – “FALAR É A MELHOR SOLUÇÃO”

É nesse mês que no dia 10 se comemora o dia mundial de prevenção do suicídio, o Setembro Amarelo.

Por TJDFT – Ao mesmo tempo em que há muita discussão sobre o tema e que são organizadas caminhadas, durante esse mês alguns locais são decorados com a cor amarela. Assim, já foram iluminados de amarelo o Cristo Redentor, o Congresso Nacional, a Catedral e o Paço Municipal de Fortaleza, entre outros.

Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), 32 pessoas se suicidam por dia no Brasil, o que significa que o suicídio mata mais brasileiros do que doenças como a AIDS e o câncer.

O assunto é envolto em tabus, por isso, a organização da campanha acredita que falar sobre o mesmo é uma forma de entender quem passa por situações que levem a ideias suicidas, podendo ser ajudadas a partir do momento em que as mesmas são identificadas.

As situações que levam a esse fim podem surgir de quadros de depressão, bem como do consumo de drogas.

É por isso que “Falar é a melhor solução” é o slogan da campanha, cujos envolvidos na sua organização acreditam que conscientizando as pessoas podem prevenir 9 em cada 10 situações de atos suicidas com a campanha do Setembro Amarelo.

 

O CASO DE NITERÓI-RJ: UM EXEMPLO DA URGÊNCIA NA REVISÃO DE PROCEDIMENTOS

No Fórum Central de Niterói, diversos pais têm recorrido à Justiça para reverter decisões de afastamento baseadas unicamente em Medidas Protetivas concedidas sem contraditório. Em 2024, um caso emblemático ganhou repercussão local: um pai foi afastado da filha por 9 meses por força de uma denúncia de agressão verbal. A denúncia foi arquivada, mas a reconexão emocional com a criança segue em processo lento, mediado por psicólogos e assistentes sociais.

O juiz responsável pelo caso, Dr. Alexandre Leal, reconheceu em sentença que “houve precipitação na concessão da medida protetiva sem verificação mínima da plausibilidade da denúncia, em especial por envolver direta e exclusivamente o afastamento de menor da convivência com o genitor”.

No mesmo Fórum, o artigo “Alienação Parental Agravada por Assistente Social“, publicado em 20 de abril de 2025 no portal Olheinfo, relata outro caso emblemático ocorrido em Niterói-RJ, evidenciando os profundos danos causados pela alienação parental à crianças, adolescentes e ao genitor alienado, além de destacar o crime de violação dos direitos humanos e as falhas graves por parte das autoridades responsáveis pelo bem-estar infantil.

Neste outro caso em questão, a genitora, advogada pública, inconformada com a guarda compartilhada estabelecida após o divórcio, teria adotado um modus operandi conhecido no meio jurídico para afastar os filhos do pai. Isso incluiu a contratação de uma psicóloga particular para realizar intervenções psicológicas por meses na criança sem o conhecimento do pai, a realização de denúncias caluniosas na Delegacia da Mulher, o pedido de Medida Protetiva no Juizado da Mulher e a solicitação de pensão e da guarda unilateral na Vara de Família.

 

ORIGEM DO SETEMBRO AMARELO

O Setembro Amarelo começou nos EUA, quando o jovem Mike Emme, de 17 anos, cometeu suicídio, em 1994. Seus pais e amigos não perceberam que o jovem tinha sérios problemas psicológicos e não conseguiram evitar sua morte.

Em consequência dessa triste história, o setembro amarelo foi escolhido como símbolo da luta contra o suicídio, o laço amarelo.

Outras campanhas de saúde, como o Outubro rosa e Novembro azul, também utilizam cores como forma de alerta e de identificação sobre as questões que abordam.

 

SE PENSAR EM SUICÍDIO BUSQUE AJUDA

É importante que a pessoa afetada por este sentimento busque ajuda sempre que iniciar ou já estiver em momentos de crise. Busque um acompanhamento psicológico e orientações profissionais, além do apoio da família e dos amigos que têm condição de orientar.

Sobretudo, fale do seu sentimento com alguém o mais rápido possível. Não tente esconder os seus sentimentos dos que estão e são preparados para lhe ouvir. Os canais de atendimento abaixo são compostos por pessoas experientes que assim se dedicam a lhe ouvir por amor.

Inicio Setembro Amarelo
Inicio Setembro Amarelo

EVITE BUSCAR A ORIENTAÇÃO ERRADA

Se você estiver com sérios problemas, não espere chegar a considerar o suicídio, procure imediatamente ajuda entrando em contato com o Centro de Valorização à Vida (CVV) LIGUE: 188 ou com o Canal da Igreja Cristã Maranata LIGUE: 0800 707 3076 que funciona 24h por dia e em todos os dias da semana.

O Centro de Valorização à Vida (CVV) é um projeto que fornece apoio emocional e prevenção do suicídio. Através de telefone, e-mail e chat 24 horas todos os dias da semana, eles atendem de forma voluntária e gratuita todos que precisam conversar. O serviço é totalmente sigiloso. LIGUE: 188

O Canal da Igreja Cristã Maranata que funciona 24h por dia e em todos os dias da semana para atender aqueles que necessitam de assistência e oração. Um projeto profissional, cristão, gratuito e totalmente sigiloso que atende a todos que necessitam de assistência ou oração por um dos pastores da Igreja Cristã Maranata. LIGUE: 0800 707 3076

 

Por Olheinfo

Foto: divulgação

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Paulo Eduardo Dubiel

Paulo Eduardo Dubiel - Publicitário, Jornalista e Gestor de Marketing e Negócios profissional; graduado em Gestão de Marketing, MBA Executivo em Gestão de Negócios, pós-graduado em Gestão da Inteligência Emocional, com extensão em: Gestão Pública de ODM – Objetivos do Desenvolvimento do Milênio da Organização das Nações Unidas (ONU), Gestão de Resíduos, Gestão Ambiental e Administração do Tempo. Consultor Master, atuando desde 2001 nas áreas estratégicas, táticas e operacionais de empresas públicas e privadas.

4 Comments

  • Paulo Dubiel , excelente texto que trás conhecimento necessário para famílias desestruturadas , que não sabem o mal que fazem aos filhos, vítimas de maus tratos . O pior para mim é mãe colocar os filhos. contra o pai e vice versa.

  • Paulo Dubiel , excelente texto que trás conhecimento necessário para famílias desestruturadas , que não sabem o mal que fazem aos filhos, vítimas de maus tratos . O pior para mim é mãe colocar os filhos. contra o pai e vice versa.

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