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A histeria sobre a IA

A histeria sobre a IA
  • Publishedjunho 10, 2026

A histeria sobre a IA… Sou CEO há 25 anos, e o falatório e a histeria sobre a IA estão ficando cansativos

Embora a tecnologia seja importante, a ideia de que toda empresa vai fracassar se não se reorganizar imediatamente em torno da IA é um erro.
Sim, a IA é real. Sim, ela importa. E sim, depois de 25 anos liderando empresas em meio a uma revolução tecnológica atrás da outra, estou exausto da maneira como estamos falando sobre isso.

A forma como se fala sobre IA hoje — especialmente em salas de diretoria, apresentações para investidores e bolhas de capital de risco — deixou de ser ponderada e passou a ser histérica. E, francamente, no meu dia a dia liderando uma empresa de tecnologia financeira, essa histeria simplesmente não condiz com a realidade.

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Eu vivi tudo isso: a internet, os dispositivos móveis, as criptomoedas, o blockchain, a computação em nuvem. Todos eles importavam. Nenhum deles importou da mesma maneira — e é exatamente essa distinção que a conversa atual sobre IA continua errando.

A pergunta que considero mais esclarecedora é a seguinte: “Para uma determinada empresa ou negócio: a IA é mais parecida com a internet — ou mais parecida com a computação em nuvem?”

A internet mudou a forma como vivemos, nos comunicamos e fazemos negócios. As empresas tiveram que se reinventar para sobreviver.

Eu liderei empresas nos dois lados dessa transição. Antes da nuvem, alugávamos espaço em centros de hospedagem, comprávamos hardware e operávamos centros de controle de rede 24 horas por dia, 7 dias por semana. Funcionava.

Quando fundei a Capitolis, a nuvem estava madura e disponível. Ela tornou a expansão mais fácil e econômica, mas o modelo de negócios subjacente não mudou. Esse tipo de decisão raramente cabe ao CEO ou à diretoria. É uma decisão do líder de engenharia em conjunto com o diretor financeiro e o diretor de operações: Qual é o retorno? Qual é a contrapartida?

O choque de realidade da IA

Existem negócios que serão completamente transformados — ou destruídos — pela IA. Recentemente, tive uma interação no atendimento ao cliente do DoorDash que parecia ser conduzida por IA. Foi rápida, precisa e melhor do que o serviço prestado pela maioria das centrais de atendimento com funcionários humanos.

Para empresas desse tipo, o falatório pode, na verdade, estar aquém da realidade. Mas isso não é universal.

 Na Capitolis, somos uma rede corporativa altamente integrada, inserida no mundo financeiro institucional. Não seremos afetados pela IA tão cedo. Estamos investindo em IA — centenas de milhares de dólares por ano — e implementando-a em toda a organização. Vemos focos de eficiência. Mas ainda não vimos os retornos desse investimento.

Na engenharia, vemos assistentes virtuais escrevendo códigos e acreditamos que podemos alcançar algo em torno de 25% de ganho de produtividade ao longo do tempo. Com cerca de 100 desenvolvedores, isso é significativo.

Mas as perguntas difíceis ainda se aplicam: Qual é a prioridade disso em relação a outras demandas concorrentes? Quanto tempo vai levar e a que custo? O que será adiado?

O barulho é o problema

Se você der ouvidos às vozes mais barulhentas do mercado, vai pensar que toda empresa está à beira de um fracasso existencial se não se reorganizar em torno da IA imediatamente.

Cada conferência, cada proposta de negócio, cada debate — esse é o único assunto que as pessoas parecem capazes de discutir. Essa abordagem está errada e é potencialmente prejudicial.

Algumas empresas focadas puramente em IA trazem promessas genuínas e trarão retorno aos seus investidores. Mas isso não significa que toda empresa operacional deva agir como se a IA fosse uma ameaça devastadora.

Para muitos negócios saudáveis, lucrativos e em rápido crescimento, a IA se parecerá muito mais com a computação em nuvem: uma ferramenta poderosa de eficiência, não uma obrigação de reescrever o modelo de negócios.

Tome decisões independentes, baseadas no retorno sobre o investimento. Ignore o barulho. Tratar a IA como uma ameaça existencial devastadora não é uma estratégia. O que precisamos é de menos falatório e mais disciplina. A IA merece seriedade. A histeria não.

As opiniões expressas nos artigos de opinião da Fortune.com refletem exclusivamente as visões de seus autores e não representam necessariamente as opiniões e crenças da Fortune.

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Por Olheinfo, com Assessoria de Imprensa Gil Mandelzis – Fortune 2026 Fortune Media IP Limited

 

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Redação Olheinfo

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