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Tendências do Turismo 2026

Tendências do Turismo 2026
  • Publishedjunho 10, 2026

Tendências do Turismo 2026 evidencia os principais movimentos do setor de viagens, e traz expectativas para o mercado doméstico e internacional.

 

A 7ª edição da revista eletrônica Tendências do Turismo evidencia os principais movimentos do setor de viagens em 2026, além de trazer expectativas para o mercado doméstico e internacional.

Valendo-se de análises estratégicas, a publicação foi concebida para auxiliar gestores públicos e privados, bem como profissionais do setor, em seus processos de tomada de decisão. Afinal, a busca por tendências indica uma vontade de se interpretar sinais e antecipar movimentos futuros, fator primordial no mundo dos negócios.

Nesta edição, a revista passa a contar, de forma inédita, com dados do Olhar Braztoa, agregando ao mapeamento global de tendências usualmente realizado uma leitura qualificada, validada e diretamente conectada à realidade do mercado brasileiro.

A publicação resulta, assim, da articulação entre esferas complementares do setor turístico: o Ministério do Turismo, órgão responsável pela Política Nacional de Turismo; a Embratur – Agência Brasileira de Promoção Internacional do Turismo, como entidade de promoção e articulação institucional do destino Brasil; e a Braztoa, porta-voz do setor privado. Essa convergência, além de ampliar o alcance da revista, confere-lhe uma visão plural e equilibrada, integrando perspectivas institucionais, estratégicas e operacionais.

Cabe destacar que a edição anterior da revista já havia sido fruto da parceria entre Ministério do Turismo e Embratur, resultando na identificação de 19 tendências, a partir de sua recorrência em publicações internacionais especializadas.

Em paralelo, a Braztoa — entidade que reúne empresas de operação e agenciamento de viagens domésticas e internacionais — publicou, entre 2023 e 2025, o Olhar Braztoa, fundamentado em estudos e na observação direta de seus associados. A publicação trouxe tendências e oportunidades a partir da percepção de aderência ao mercado nacional.

Ao integrar-se à Revista Tendências do Turismo, a Braztoa atua como uma validadora de mercado, evidenciando de que forma os movimentos globais se refletem, ganham escala ou se adaptam à dinâmica do turismo brasileiro, e oferecendo um panorama qualificado para orientar negócios, estratégias e políticas públicas.

A publicação encontra-se dividida em três capítulos: o primeiro dedicado à análise das tendências do turismo identificadas em publicações internacionais; o segundo voltado ao panorama do turismo doméstico no Brasil; e o terceiro dedicado às expectativas para o turismo internacional no país em 2026.

 

No primeiro capítulo, que constitui o núcleo central da revista, foram identificadas 18 tendências para o turismo em 2026, definidas a partir do seguinte método:

  1. Busca por fontes de pesquisa: levantamento de fontes sobre tendências do turismo para 2026, publicadas por entidades e empresas de diferentes setores do turismo entre setembro de 2025 e fevereiro de 2026.
  2. Seleção das fontes de pesquisa: análise de credibilidade, lastro e de exclusividade das fontes e seleção de 33 publicações internacionais relevantes.
  3. Catalogação dos dados: leitura e interpretação das fontes selecionadas e identificação de 74 tendências, agrupando-as quando necessário.
  4. Aplicação do método de recorrência: identificação das dezoito tendências mais recorrentes, ou seja, que foram mencionadas por mais de cinco fontes diferentes.
  5. Elaboração das sínteses: elaboração de um texto sintético explicativo de cada uma das dezoito tendências identificadas, com base nas abordagens apresentadas pelas publicações analisadas.
  6. Relação entre tendências e destinos: busca não exaustiva de destinos brasileiros citados por veículos de mídia internacional e associação desses destinos às tendências identificadas.
  7. Coleta de dados de operadoras e elaboração do “olhar do mercado”: aplicação de formulário de pesquisa às operadoras de turismo associadas à Braztoa e elaboração de um texto sintético avaliando a aderência de cada tendência ao mercado brasileiro.

 

Todos esses passos e o cuidado na curadoria – fundamentada em relatórios de instituições renomadas e integrando dados de diversos segmentos do turismo – visam oferecer ao leitor maior confiabilidade e aproximar as transformações observadas no turismo internacional da realidade vivenciada pelo turista que viaja pelo Brasil.

Além das 18 tendências identificadas pelo método acima, o primeiro capítulo destaca ainda destinos mencionados por reportagens internacionais relacionados às tendências, além de três movimentos emergentes, observados por MTur, Embratur ou Braztoa. Cada entidade foi estimulada a destacar, a partir de uma análise própria, uma tendência que não tenha sido identificada entre as mais recorrentes, mas que mereça a atenção de gestores públicos e privados.

O segundo capítulo, elaborado pelo Ministério do Turismo, traz um panorama do mercado doméstico no Brasil e apresenta as expectativas para o ano de 2026, utilizando-se de dados institucionais e de fontes complementares.

Já o terceiro capítulo, elaborado pela Embratur, se dedica à análise do turismo internacional em âmbito global, na América do Sul e no Brasil. A partir dos dados consolidados de 2025 e de indicadores preliminares de 2026, apresenta perspectivas para o restante do ano. Adicionalmente, inclui uma análise encomendada à empresa GlobalData, parceira especializada em análise de dados e inteligência de mercado, que inclui projeções para 2026 e 2029 para cada mercado internacional estratégico priorizado pelo Brasil.

Entender as tendências é ainda mais relevante quando se analisam projeções mais amplas para o futuro do turismo, como as apresentadas no recente estudo O Poder das Viagens 2050, realizado por Google e Alvarez & Marsal (2026) utilizando modelos preditivos. O levantamento estima que o turismo mundial – cada vez mais consolidado como uma necessidade humana – deverá entrar em um ciclo contínuo de expansão em chegadas e receitas, podendo dobrar de volume até 2050. Índia, China e Estados Unidos devem ocupar as primeiras posições como emissores de turistas, cabendo ao Brasil a 11ª colocação.

O estudo também aponta a importância estratégica da Geração Z, que estará no auge de seu poder de compra nas próximas décadas, e recomenda a construção, desde já, de vínculos emocionais duradouros com esse público para garantir sua preferência futura.

Com o país figurando entre os maiores emissores de viajantes do mundo, abre-se também uma oportunidade estratégica para estimular as viagens domésticas, elevar o nível de profissionalização da oferta turística nacional e fortalecer a fidelização do turista brasileiro, transformando-o em um consumidor recorrente e potencial promotor do destino também no cenário internacional.

Recente pesquisa realizada pela Embratur em cinco mercados internacionais revelou que apenas 2% dos respondentes que visitaram o país afirmaram que falariam negativamente sobre o Brasil. Em contrapartida, 90% declararam que o descreveriam de forma positiva, evidenciando um elevado nível de satisfação e um forte potencial de recomendação do destino no exterior.

Os expressivos números alcançados pelo turismo brasileiro em 2025, a escolha do país como destino do ano de 2026 pela renomada revista Travel + Leisure, as inúmeras menções ao Brasil nas redes sociais e até mesmo a chegada de celebridades internacionais para curtir nosso carnaval evidenciam que o Brasil está na moda. Isso pode ser explicado por uma combinação de fatores culturais, climáticos, políticos e comportamentais. Nos últimos anos, produções culturais brasileiras, manifestações artísticas regionais e experiências ligadas à natureza e à diversidade cultural têm conquistado espaço crescente no imaginário global, ampliando a curiosidade e o interesse pelo país.

Esse momento de maior visibilidade internacional também se conecta a um fenômeno cultural recente frequentemente chamado de Brazilcore. Popularizado nas redes sociais, o termo descreve uma estética inspirada em elementos associados à cultura brasileira – cores vibrantes, música, futebol, moda de rua e referências tropicais – reinterpretados e difundidos globalmente. Mais do que uma tendência estética, o conceito reflete um renovado interesse internacional pela chamada “brasilidade”, pelo “borogodó”, pelo estilo de vida do brasileiro, que se torna um produtor de tendências.

Esse movimento dialoga com a expansão do chamado soft power brasileiro – a capacidade de um país influenciar percepções e relações internacionais por meio de sua cultura, criatividade e produção simbólica, como música, audiovisual, literatura, gastronomia, moda e turismo. Afinal, existe um conjunto de viajantes, em especial os das gerações mais novas, em busca de vivências autênticas.

Mais do que um fenômeno passageiro, esse conjunto de sinais aponta para um momento em que cultura, criatividade e diversidade voltam a posicionar o Brasil no centro das atenções internacionais. As tendências, mostradas nesta revista, reforçam um interesse elevado dos viajantes por destinos naturais e menos populares, bem como por viagens mais longas, autênticas e com propósito, o que também beneficia o Brasil, diante da diversidade de experiências que o país oferece. O desafio que temos pela frente é transformar esse interesse crescente em um ciclo duradouro de desenvolvimento para o turismo brasileiro, o que pode ser alcançado com promoção internacional consistente, qualificação da oferta turística e ampliação das conexões do país com o mundo.

 

Tendências do Turismo para 2026

Em seu sentido tradicional, tendência representa as direções dominantes de mudança no comportamento de pessoas e sociedades. Elas surgem gradualmente, mas podem alterar tanto gostos quanto estilos de vida no longo prazo, sinalizando transformações em valores e necessidades, além de indicar quais produtos e experiências tendem a ser buscados.

As mudanças de mercado podem ser divididas em dois tipos: as ondas ou modas, de curto prazo, e as tendências, que se desenvolvem ao longo de períodos mais extensos e apresentam maior repercussão cultural e comportamental. Muitas ondas e modas surgem causando grande impacto e chegam a ser incorporadas temporariamente às rotinas, mas desaparecem sem produzir mudanças duradouras nos comportamentos e atitudes1.

Vivemos em uma sociedade cada vez mais conectada, na qual as informações circulam globalmente em tempo real e, consequentemente, as tendências se difundem com maior velocidade. Ainda assim, mesmo nessa era de transformações constantes, novos comportamentos necessitam de tempo para amadurecerem, serem aceitos por um público mais amplo e incorporados de forma consistente às decisões das pessoas. Por isso, não apenas é comum observarmos tendências se repetindo ao longo de diferentes anos, como essa própria recorrência constitui um dos elementos que distinguem uma tendência de um modismo. Isso ocorre porque existem diferentes perfis de consumidores: alguns mais abertos a novidades, outros mais apegados a hábitos e costumes já consolidados.

Outro fator importante para identificar uma tendência é sua recorrência e difusão. Quando determinado comportamento passa a ser replicado por diversos atores de um segmento, em diferentes lugares ou até em setores distintos da economia, pode-se afirmar que essa mudança ganha relevância, exerce influência e passa a servir como referência do que se torna atual e significativo.

Assim, a tendência é sinal de uma transformação duradoura em curso. Identificar esses movimentos equivale a traçar um mapa das inclinações de um público ou de um setor, permitindo reconhecer possíveis vantagens estratégicas e antecipar oportunidades de desenvolvimento e de negócios.

 

Leia relatório completo: PDF | O turismo vive um novo momento no mundo e a grande tendência para 2026 tem nome, identidade e propósito: o Brasil. Um país que reúne natureza, diversidade … 87 páginas 7ª edição da Revista Tendências do Turismo 2026

 

 

Por Olheinfo, com Assessoria de Imprensa Ministério do Turismo

Foto: divulgação

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Redação Olheinfo

Veículo de comunicação web periódico criado em 2007 no Distrito Federal, editado pelo Jornalista Responsável DF04203JP, Publicitário 458-MTP e Consultor Master em Gestão Empresarial Paulo Eduardo Dubiel, Esp.

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