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Imóveis de escritório abriga residência, hotel e instituição de ensino

Imóveis de escritório abriga residência, hotel e instituição de ensino
  • Publishedjulho 21, 2025

Imóveis de escritório abriga residência, hotel e instituição de ensino, mudança  redefine mercado corporativo no Rio de Janeiro.

Sem novos estoques e com alta vacância, imóveis de escritórios passam a abrigar residências, hotéis e instituições de ensino. Mudança de uso ganha força e redefine mercado corporativo no Rio de Janeiro, aponta Colliers

O mercado de escritórios corporativos de alto padrão no Rio de Janeiro passou por mais um trimestre de estabilidade, com destaque para a mudança de uso em alguns empreendimentos. Segundo levantamento da Colliers, a cidade encerrou o segundo trimestre do ano com inventário total de 1,7 milhão de m², sem registro de novos edifícios entregues e taxa de vacância mantida em 24%, mesmo índice do trimestre anterior. O preço pedido médio também se manteve estável.

A absorção líquida positiva de 3.836 m² entre abril e junho reforça a retomada gradual do setor, ainda que marcada por movimentações pontuais. Entre os destaques do período está a maior locação registrada na Cidade Nova, além da atuação proeminente dos setores público e de energia, que lideraram as ocupações de novos espaços.

“O Rio de Janeiro vive um movimento relevante de transformação no mercado de escritórios, com edifícios corporativos sendo adaptados para novos usos. Os setores residencial, educacional e hoteleiro têm liderado esse processo. A dinâmica reflete uma resposta estratégica à alta vacância e encontra respaldo em incentivos fiscais e nas diretrizes do governo estadual voltadas à revitalização urbana”, afirma Ygor Chrispin, Gerente da Divisão de Escritórios da Colliers.

De acordo com o estudo, não houve lançamento de novo estoque no primeiro semestre de 2025, o que contribuiu para a estabilização dos indicadores. Por outro lado, as principais devoluções do trimestre partiram dos segmentos de saneamento, óleo e gás e governo, indicando uma reorganização de espaços por parte desses setores.

Em termos regionais, Zona Sul e Orla continuam liderando com as menores taxas de vacância, evidenciando a preferência do mercado por localizações com infraestrutura consolidada e boa acessibilidade. A Orla, em especial, registra uma oferta cada vez mais restrita de espaços, o que tende a pressionar a ocupação de outras regiões da cidade, como já observado nos últimos trimestres.

O preço médio pedido por metro quadrado nas regiões analisadas também permaneceu estável no segundo trimestre, mantendo o comportamento observado desde o início do ano. Na média geral, o valor se manteve em R$ 82,00/m², com variações entre as regiões. A Orla, que segue como uma das mais valorizadas, registrou R$ 96,00/m², enquanto a Cidade Nova e a Barra da Tijuca, mais competitiva, apresentou valor médio de R$ 74,00 /m². A estabilidade nos preços reflete um equilíbrio entre a oferta elevada e a demanda seletiva, além da ausência de novos empreendimentos no curto prazo. Segundo a Colliers, esse cenário favorece negociações mais estratégicas e reforça o papel da localização como fator determinante para a valorização dos ativos.

A transformação de edifícios corporativos para usos alternativos é uma tendência que se intensificou nos últimos 12 meses, impulsionada por mudanças no perfil de demanda e pelas oportunidades geradas por políticas públicas de revitalização. Essa movimentação tem potencial para equilibrar a relação entre oferta e demanda, contribuindo para a redução da vacância e para a diversificação do tecido urbano.

  • “O cenário atual mostra um mercado mais cauteloso, mas em processo de ajuste. A ausência de novos empreendimentos e o redirecionamento de imóveis corporativos para outros usos apontam para uma nova fase no setor, com foco em flexibilidade, revitalização urbana e reaproveitamento estratégico dos ativos existentes”, completa Chrispin.

Diante desse cenário, o mercado corporativo do Rio de Janeiro se reposiciona em direção a soluções mais dinâmicas, em que a adaptação de ativos e a ocupação híbrida dos espaços ganham protagonismo. A combinação entre estabilidade nos indicadores, incentivos públicos e criatividade na ocupação aponta para um novo ciclo de transformação urbana, no qual a flexibilidade e o uso inteligente da infraestrutura existente serão determinantes para impulsionar a recuperação do setor.

 

Primeiro edifício comercial convertido em moradias no Centro do Rio inicio venda em abril de 2024

Um prédio de 15 andares na Rua Gonçalves Dias, a poucos metros da histórica Confeitaria Colombo, no Centro, está prestes a deixar seu passado de escritórios para se tornar moradia de 98 famílias. O imóvel deve ser a primeira unidade comercial beneficiada pelo projeto Reviver Centro, que oferece incentivos financeiros a construtoras a fim de dar um perfil residencial para a região que ficou esvaziada com a pandemia. As vendas das unidades devem começar em 30 de abril, com previsão de entregar 90 dias depois. Outro que será transformado fica no burburinho do mercado popular da Saara, na Rua Buenos Aires, onde funcionava a Faculdade Mackenzie. Este deve entrar em obras até o início de julho.

Segundo a Secretaria municipal de Desenvolvimento Urbano e Econômico da prefeitura, já foram emitidas 36 licenças para construções com incentivos fiscais na área do Reviver, incluindo esses nove identificados pelo Sinduscon. A decisão sobre o melhor momento para lançar projetos, iniciar a obra ou definir se as intervenções não serão executadas é dos investidores. Se todos os projetos vingarem, a região ganhará 2.761 apartamentos e 39 pontos de lojas comerciais.

 

Por Olheinfo, com Assessoria de Comunicação Colliers e O Globo

Foto: Reviver Centro. Empreendimento na Rua Gonçalves Dias —  Alexandre Cassiano/Agência O Globo

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Redação Olheinfo

Veículo de comunicação web periódico criado em 2007 no Distrito Federal, editado pelo Jornalista Responsável DF04203JP, Publicitário 458-MTP e Consultor Master em Gestão Empresarial Paulo Eduardo Dubiel, Esp.

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