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Urgência no combate à adultização de crianças

Urgência no combate à adultização de crianças
  • Publishedagosto 20, 2025

Urgência no combate à adultização de crianças em redes sociais, projeto aprovado pela Câmara em regime de urgência.

Mobilização em torno do tema ganhou força após denúncias feitas por influenciador. Oposição protestou contra aprovação simbólica da urgência e diz que o projeto promove ‘censura’.

A Câmara dos Deputados aprovou nesta terça-feira (19) a tramitação em regime de urgência para um projeto que combate a adultização de crianças nas redes sociais.

Entre outros pontos, a proposta o texto estabelece:

  • regras para a proteção de crianças e adolescentes no ambiente digital;
  • responsabiliza plataformas; e
  • obriga a retirada de conteúdos criminosos mesmo sem decisão judicial.

A aprovação se deu em poucos minutos no início da sessão da Casa e de maneira simbólica, sem o registro de voto dos deputados. A velocidade do processo foi alvo de protestos da oposição.

O partido Novo chegou a pedir o registro dos votos dos deputados, mas Motta afirmou que o pedido foi feito após a aprovação de forma simbólica.

A oposição afirma que o projeto pode promover “censura”.

  • “Quero lamentar a decisão monocrática. Quero pedir para esse Parlamento colocar a mão na consciência: chega de decisão monocrática”, disse o deputado Eli Borges (PL-TO). “Temos que nos posicionar contra [a adultização], mas tem um problema que precisa ser resolvido, para que não percamos nossa liberdade de expressão.”

 

O projeto

O texto pronto para votação na Câmara é de autoria do senador Alessandro Vieira (MDB-SE) e já foi aprovado no Senado.

Ele determina que plataformas digitais adotem o chamado dever de cuidado para proteger menores de idade, prevendo medidas para evitar danos e a responsabilização de empresas que se omitirem.

A oposição reclama da redação de um trecho do projeto que determina a aplicação da lei a todos os produtos ou serviços de tecnologia da informação direcionados de “acesso provável” por crianças e adolescentes no Brasil.

Parlamentares avaliam que a expressão “acesso provável” é muito aberta e amplia de forma “desproporcional” o alcance da lei, que deveria mirar apenas crianças e adolescentes.

Discussão

O presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB), disse que este será o principal tema da semana. A Câmara realizará uma comissão geral nesta quarta-feira (20) para debater o assunto.

A mobilização em torno do tema ganhou força após o influenciador e humorista Felipe Bressanim Pereira, conhecido como Felca, publicar um vídeo no último sábado (9) denunciando o influenciador paraibano Hytalo Santos por exploração de menores e alertando para riscos de exposição infantil nas redes sociais.

Hytalo foi preso na sexta (15) com o marido em Carapicuíba, na grande São Paulo. Ele é investigado pelo Ministério Público da Paraíba (MP-PB) e Ministério Público do Trabalho (MPT) por exploração e exposição de menores de idade em conteúdos produzidos para as redes sociais.

Infográfico - Entenda o debate sobre 'adultização' que viralizou nas redes envolvendo Felca e Hytalo. — Foto: Arte/g1

Infográfico – Entenda o debate sobre ‘adultização’ que viralizou nas redes envolvendo Felca e Hytalo. — Foto: Arte/g1

 

Outro assunto relacionado à exploração e tortura psicológica de crianças no Brasil

A alienação parental é uma tortura psicológica e um ato de terrorismo contra crianças

Desde 2023, um pai em Niterói-RJ vive o drama de ver seus dois filhos serem afastados, um processo que se intensificou em 2025 com bloqueio total de comunicação, redes sociais e visitas. A filha, de 15 anos, teve sua rotina completamente alterada: antes dedicada à oração, esportes, arte e família; agora, é incentivada a viver uma vida desregrada, desconectada dos princípios familiares que antes a guiavam. O filho, de apenas 12 anos, vive em total silêncio, isolado e emocionalmente oprimido.

As denúncias feitas ao Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) foram ignoradas, mesmo acompanhadas de provas robustas e materiais. A justificativa? “As crianças estão bem com a mãe.” Essa resposta simboliza o descaso institucional com os direitos fundamentais da criança e do adolescente. A alienação parental, mesmo diante de suas evidências, continua sendo relativizada, principalmente quando a parte alienadora é a mãe.

No caso citado, a genitora advogada articulou um complexo esquema de alienação contratando psicóloga e advogadas:

  1. Submeteu a filha a sessões de terapia clandestinas, sem o conhecimento do pai, que transtornaram a psique da menina a obrigando a mentir e esconder.
  2. Induziu a filha a uma denúncia caluniosa, e pediu medida protetiva na Delegacia da Mulher.
  3. Com apoio de profissionais alinhados (psicóloga e advogada), influenciou decisões judiciais unilaterais e injustas convencendo a assistente social do Juizado pedir medida protetiva sem dar o direito ao contraditório ao pai.
  4. Com os filhos isolados e orientados contra o pai, conseguiu relatórios exagerados do Conselho Tutelar com base em narrativa sem um fato concreto.
  5. Obteve a guarda e os alimentos provisórios, mesmo com vícios no processo, falsidades, descumprimento de decisões judiciais e sem nada provar.

A denúncia contra a psicóloga, apresentada ao Conselho Regional de Psicologia (CRP-RJ), está há mais de um ano sem resposta. A assistente social do Juizado da Mulher que atuou ativamente no caso em favor da alienação, mentiu, omitiu fatos em relatório e agiu contra decisão judicial superior, segue impune.

O processo no Juizado da Mulher, usado como instrumento de isolamento, foi extinto sem julgamento de mérito, mesmo após o relatório falacioso da assistente que tentou perpetuar a medida. E o pior: desde então, a mãe continua descumprindo ordens judiciais, mantendo os filhos afastados sem que nenhuma providência efetiva tenha sido tomada pelas autoridades competentes.

 

Alienação Parental é Violação de Direitos Humanos

alienação parental não é apenas um conflito familiar: é um crime de violação de direitos humanos, como afirma o artigo “Alienação Parental é Violação dos Direitos Humanos”. Crianças submetidas a esse tipo de conduta desenvolvem traumas graves, depressão, transtornos de personalidade, baixa autoestima e até tendências suicidas. E os pais alienados, por sua vez, enfrentam o sofrimento da invisibilidade institucional e jurídica, mesmo sendo pais presentes, amorosos e injustamente afastados.

Infelizmente, o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ) tem emitido decisões que afastam pais com base em narrativas não comprovadas, respaldadas por relatórios subjetivos de profissionais comprometidos. Em vez de cumprir seu papel de garantidor da lei e dos direitos da criança, o Judiciário, muitas vezes, atua como ferramenta de instrumentalização de vingança.

Ministério Público, por sua vez, tem sido omisso. Casos como o acima citado, protocolados com documentos, fotos, vídeos e provas testemunhais, foram descartados sumariamente. Essa negligência institucional fortalece a prática da alienação parental, que se multiplica como uma chaga social, corroendo famílias e destruindo laços irreversíveis entre pais e filhos.

Em Niterói, há diversos registros de pais que foram vítimas de denúncias caluniosas promovidas por mães com o objetivo de obter vantagem judicial. Conforme exposto em Alienação Parental e a Denunciação Caluniosa, a prática tem se tornado estratégia recorrente em disputas judiciais. E Niterói-RJ se faz um exemplo da urgência na revisão de procedimentos em órgãos de frente que detêm servidores despreparados para lidar com os casos de alienação parental – como II Conselho Tutelar e NAECA.

No Fórum Central de Niterói, diversos pais têm recorrido à Justiça para reverter decisões de afastamento baseadas unicamente em Medidas Protetivas concedidas sem contraditório. Em 2024, um caso emblemático ganhou repercussão local: um pai foi afastado da filha por 9 meses por força de uma denúncia de agressão verbal. A denúncia foi arquivada, mas a reconexão emocional com a criança segue em processo lento, mediado por psicólogos e assistentes sociais.

  • O juiz responsável pelo caso, Dr. Alexandre Leal, reconheceu em sentença que “houve precipitação na concessão da medida protetiva sem verificação mínima da plausibilidade da denúncia, em especial por envolver direta e exclusivamente o afastamento de menor da convivência com o genitor”.

A promotora de Justiça Maria Carolina Torres, do Ministério Público do RJ, em audiência pública realizada em 2023 na Câmara Municipal de Niterói, defendeu a criação de núcleos especializados em triagem de denúncias relacionadas à violência doméstica com envolvimento de crianças.

  • “Não podemos tratar denúncias de agressão como verdades absolutas quando existe um histórico de disputa pela guarda. Precisamos proteger a mulher, mas também precisamos proteger a criança de ser usada como arma”, disse a promotora de Justiça Maria Carolina Torres.

A luta contra a alienação parental, a tortura e o terrorismo psicológico é uma causa social urgente. É hora de o TJRJ, o MPRJ e os Conselhos de Classe cumprirem com seu papel legal e moral. É hora de proteger a infância, os pais injustamente afastados e os laços familiares que ainda podem ser reconstruídos. Não é mais possível que o Judiciário permaneça silente diante destas estratégias maquiavélicas para privar os pais do direito de exercer sua parentalidade.

 

Por Olheinfo, com Paloma Rodrigues, TV Globo — Brasília

Foto: divulgação

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Redação Olheinfo

Veículo de comunicação web periódico criado em 2007 no Distrito Federal, editado pelo Jornalista Responsável DF04203JP, Publicitário 458-MTP e Consultor Master em Gestão Empresarial Paulo Eduardo Dubiel, Esp.

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