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Dia do Defensor Público

Dia do Defensor Público
  • Publishedmaio 19, 2026

Dia do Defensor Público, 19 de maio, data que homenageia a todos os profissionais do Direito que se dedicam a proporcionar o direito fundamental dos cidadãos à justiça.

Os defensores públicos garantem a defesa das pessoas que não têm dinheiro para pagar os serviços de um advogado particular, por exemplo.

O Defensor Público é o profissional responsável por garantir o acesso à justiça e a defesa dos direitos individuais e coletivos de pessoas vulneráveis. As principais qualidades exigidas incluem: 
    • Empatia e Sensibilidade Social: Capacidade de compreender a realidade e as angústias de populações marginalizadas ou em situação de vulnerabilidade.
    • Vocação para os Direitos Humanos: Forte compromisso com a defesa da cidadania, igualdade e dignidade da pessoa humana.
    • Capacidade de Escuta e Acolhimento: Habilidade para comunicar-se de forma clara, humanizada e acessível, traduzindo o “juridiquês” para o cidadão.
    • Postura Combativa: Determinação para atuar contra violações de direitos, independentemente de quem seja a parte contrária.
    • Altos Conhecimentos Jurídicos: Domínio técnico interdisciplinar, essencial para aprovação em concurso público rigoroso e atuação em áreas como cível, família e penal. 

Esses profissionais integram uma instituição essencial do Estado e atuam para assegurar que a falta de recursos financeiros não seja um obstáculo para ter direitos respeitados

 

Origem do Dia do Defensor Público

Oficialmente, o Dia do Defensor Público foi instituído como o Dia Nacional da Defensoria Pública a partir do decreto de lei nº 10.448, de 9 de maio de 2002. No entanto, as comemorações do Dia do Defensor Público são feitas desde 1983.

A escolha desta data é uma homenagem ao falecimento do Santo Ivo (Ivo Hélory de Kermartín), em 19 de maio de 1303, na França. Doutor em teologia, direito, letras e filosofia, Santo Ivo é considerado o patrono dos advogados e conhecido como o defensor dos pobres, órfãos e viúvas.

De acordo com os relatos históricos, durante a sua vida, Santo Ivo atuou como defensor dos menos afortunados contra as pessoas mais poderosas.

O Defensor Público

  • Cível e Família: Atua em casos de divórcio, pensão alimentícia, guarda de filhos, reconhecimento de paternidade, direito à saúde e questões de moradia.
  • Criminal: Defende acusados de crimes ou contravenções que não possuem condições financeiras e também pode assistir vítimas vulneráveis.
  • Direitos Coletivos: Atua na defesa dos direitos humanos, direitos do consumidor e direitos de grupos em situação de vulnerabilidade.
O defensor público tem o dever constitucional de prestar assistência jurídica integral e gratuita aos cidadãos em situação de vulnerabilidade. Suas obrigações incluem promover os direitos humanos, defender os interesses individuais e coletivos, atuar judicial e extrajudicialmente sem cobrar honorários, e garantir o pleno exercício da ampla defesa e do contraditório. 
A atuação e as condutas desses profissionais são regidas por legislações federais, como a Lei Complementar 80/1990, e códigos de ética estaduais. Abaixo estão as principais obrigações e deveres divididos por categorias: 
1. Deveres para com os Assistidos (Cidadãos)
    • Atendimento Integral: Orientar juridicamente e defender os interesses dos necessitados em todas as instâncias (judiciais e extrajudiciais).
    • Isenção de Custas: Prestar assistência gratuita, sendo vedada a cobrança de qualquer taxa, honorários ou despesas.
    • Dedicação Profissional: Atuar com zelo e dedicação, garantindo que a falta de recursos não resulte em desvantagem processual.
    • Sigilo Profissional: Resguardar o sigilo das informações repassadas pelo assistido. 

2. Deveres Funcionais e Profissionais
    • Atuação Universal: Promover a defesa de direitos difusos, coletivos e individuais, visando a redução das desigualdades sociais.
    • Independência Funcional: Exercer a profissão com autonomia, tendo como único limite a lei e a defesa dos interesses do seu representado.
    • Urbanidade e Cortesia: Tratar com respeito e urbanidade as partes, testemunhas, magistrados, membros do Ministério Público e servidores.
    • Cumprimento de Prazos: Observar rigorosamente os prazos processuais para não acarretar prejuízos aos direitos de quem está sendo defendido.

3. Prerrogativas para o Cumprimento dos Deveres
Para que o defensor consiga exercer seus deveres, a lei lhe garante poderes especiais, como:
    • Representação sem Mandato: Atuar em juízo sem a necessidade de procuração formal (exceto em casos específicos previstos em lei).
    • Requisição de Documentos: Requerer de autoridades públicas e de seus agentes certidões, exames, perícias, vistorias, diligências e esclarecimentos necessários ao exercício de suas funções.
    • Prazos em Dobro: Usufruir de prazo em dobro para todas as manifestações processuais, garantindo tempo hábil para a análise dos casos dos assistidos. [1, 2]

Se você precisa de auxílio jurídico, é possível buscar atendimento e orientações específicas diretamente no portal da Defensoria Pública do Estado do Rio de Janeiro, caso esteja localizado na região.

Casos e Atuações da Defensoria Pública

Registrado na “Denúncia Pública em Defesa da Infância em Niterói-RJ” Alienação Parental Agravada e Falhas Institucionais no Sistema de Justiça. A omissão de órgãos públicos diante da tortura psicológica imposta a crianças afastadas do pai há mais de três anos. Um caso emblemático que a DPRJ com atuação na defesa do assistido sob denunciação caluniosa e vítima de medida protetiva de afastamento dos filhos concedida arbitrariamente com pedido de assistente social do JVDFM em Niterói-RJ que não cumpriu as formalidade determinadas pelo Juízo.

O caso seguiu sem qualquer eficácia na defesa, restando ao fim do processo uma sentença sem mérito da causa e um laudo produzido de forma unilateral e leviano “ao apagar dar luzes”, o qual foi anexado a Vara de Família sem impugnação.

O afastamento injustificado de filhos do convívio paterno por mais de dois anos, sob o descumprimento da guarda compartilhada, representa uma das faces mais dolorosas e silenciosas da violação de direitos humanos contra crianças e adolescentes no Brasil. Em Niterói, na Região Oceânica, um caso emblemático revela como a inércia institucional, a conduta antiética de profissionais e a negligência das autoridades do TJRJ, MPRJ e DPRJ resultam na perpetuação da alienação parental e na destruição de vínculos afetivos que a lei deveria proteger.

O cidadão agradece a atuação da DPRJ e reivindica aos órgãos – MPRJ, TJRJ, NAECA, Conselho Tutelar – mais respeito à atuação dos profissionais e dos cidadãos, ficando registrado a falta de respeito em alguns casos ao trabalho da DPRJ.

 

Por Olheinfo, com Assessoria de Imprensa

Foto: divulgação

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Redação Olheinfo

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