Dia Internacional da Checagem de Fatos

Dia Internacional da Checagem de Fatos (02), data é comemorada desde 2017, com o intuito de reforçar a importância de não espalhar informações falsas e de verificar o que é disseminado na internet, enfatizando o compromisso com a verdade.
No dia 2 de abril, comemora-se o Dia Internacional da Checagem de Fatos. A celebração, não por acaso, ocorre logo em seguida ao primeiro de abril, Dia da Mentira.
Entenda o processo de monitoramento de informações e a sua importância para o jornalismo
O fact-checking, como também é conhecido em inglês, é essencial para garantir a qualidade, a confiança e a credibilidade do jornalismo, auxiliando no combate à desinformação, fake news e narrativas enganosas. A checagem se consolida como atividade de ser fundamental para o bem estar da sociedade, uma vez que verifica a procedência das informações divulgadas em notícias, discursos, redes sociais e outras fontes de comunicação e identifica se um dado, uma afirmação ou uma narrativa é verdadeira, falsa, imprecisa ou enganosa.
Tamiris Volcean, jornalista e co-fundadora da AletheiaFact.org, movimento criado para democratizar a checagem de fatos em todo o território nacional, falou sobre como esse trabalho é intrínseco ao jornalismo, principalmente no Brasil. “O monitoramento de informações é essencial para assegurar uma sociedade bem informada e fortalecer os pilares da democracia. A democracia brasileira, conquistada a duras penas, enfrenta hoje ataques de diversas naturezas, incluindo a disseminação estratégica de desinformação para reforçar vieses de confirmação e intensificar a polarização política. Assim, a checagem de fatos constitui, ao mesmo tempo, nossa principal frente de ação e de defesa, pois combate diretamente a desinformação, promove o pensamento crítico e capacita a população a distinguir informações verídicas de conteúdos manipulados ou falsos, além de incentivar uma autonomia saudável para participar do debate público de maneira consciente e construtiva”, comentou.
Esse trabalho é, geralmente, feito pelas agências de verificação de fatos, como a AletheiaFact.org, organização em que Tamiris trabalha. Esses núcleos de comunicação atuam para confirmar aquilo que é veiculado na mídia, por meio de uma análise investigativa, que abrange a avaliação de dados, a consulta de leis de acesso à informação, a revisão de materiais de imprensa e a busca por orientação junto a especialistas e organizações pertinentes. As agências de checagem de notícias não restringem a liberdade de expressão e de imprensa, mas garantem uma divulgação de informações mais segura e precisa, combatendo a desinformação e promovendo um debate público mais qualificado, sem comprometer os direitos civis dos cidadãos.
Tamiris explicou como é o trabalho realizado na agência. “Trabalhar em uma checagem de fatos exige atenção contínua, ética e rigor metodológico, pois os processos investigativos são complexos e apresentam muitas particularidades. É necessário analisar informações provenientes de múltiplas fontes, avaliar a credibilidade de cada uma e buscar evidências concretas para confirmar (ou refutar) uma afirmação. Frequentemente, essa busca requer habilidades de pesquisa, entrevistas e colaboração com especialistas de diferentes áreas, além de conhecimento sobre bancos de dados, tratamento e filtragem de informações. Além disso, cada profissional envolvido nessa área tem o papel de ser um multiplicador dessas práticas, difundindo essa cultura de verificação além do ambiente profissional, inclusive entre familiares e amigos”, destacou.
Tamiris também comentou sobre o retorno das pessoas, no geral, em relação ao fact checking. “O público tem apresentado respostas variadas ao trabalho desenvolvido pelas agências e projetos de checagem de fatos. Por um lado, observamos um crescente reconhecimento e valorização dessa atividade por parte daqueles que buscam informações confiáveis e transparentes, especialmente em contextos onde a desinformação tem impactos mais evidentes e prejudiciais, como nos campos da saúde pública e do debate político. Por outro lado, ainda há resistência de grupos que, motivados por convicções ideológicas ou políticas, questionam ou rejeitam os resultados das verificações. Apesar desses desafios, na experiência da AletheiaFact.org, temos percebido que nosso esforço educativo, especialmente por meio da integração das metodologias de checagem ao ensino superior e à comunidade por meio dos preceitos da educomunicação, ajuda a ampliar significativamente a aceitação e o entendimento público sobre a importância dessa prática.”, enfatizou.
É válido ressaltar a responsabilidade de cada cidadão em checar as fontes e as informações do conteúdo que consome, além de não compartilhar informações falsas ou suspeitas. Na era da tecnologia, contradições, conteúdos enganosos e afirmações falsas se propagam rapidamente pelas redes sociais. Cada indivíduo tem um compromisso fundamental na hora de consumir e compartilhar conteúdo.
Por Olheinfo, com Assessoria de Imprensa Unesp – Câmpus de Bauru – Amanda Silva e Ingrid Khiara – ACI FAAC
Foto: divulgação
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