Dia Mundial e Nacional da Saúde Única
Dia Mundial e Nacional da Saúde Única, 3 de novembro, data estabelecida para conscientizar sobre a interdependência entre a saúde humana, animal e ambiental.
A data reforça a necessidade de uma abordagem integrada para prevenir doenças e outros desafios de saúde pública. A lei que instituiu o Dia Nacional da Saúde Única no Brasil foi promulgada em janeiro de 2024, tornando-a oficial em todo o território nacional.
- O que é a Saúde Única: É uma abordagem que reconhece que a saúde dos seres humanos está intrinsecamente ligada à saúde dos animais e ao meio ambiente.
- Objetivo: Promover a colaboração entre diferentes setores (saúde humana, veterinária, ambiental, etc.) para lidar com ameaças como zoonoses, doenças emergentes, resistência antimicrobiana, e a degradação ambiental.
- Ações e conscientização: A data serve como um chamado para a reflexão e para a união de profissionais e comunidades em ações educativas para entender a importância dessa relação para a vida no planeta.
A “Uma Só Saúde”, também conhecida como “Saúde Única”, é a tradução do termo em inglês “One Health”, que se refere a uma abordagem integrada que reconhece a conexão entre a saúde humana, animal, vegetal e ambiental. A abordagem de Uma Só Saúde propõe e incentiva a comunicação, cooperação, coordenação e colaboração entre diferentes disciplinas, profissionais, instituições e setores para fornecer soluções de maneira mais abrangente e efetiva.
A implementação dessa abordagem favorece a cooperação, desde o nível local até o nível global, para enfrentar desafios emergentes e reemergentes, como pandemias, resistência antimicrobiana, mudanças climáticas e outras ameaças à saúde.
Assim, a abordagem de Uma Só Saúde transcende fronteiras disciplinares, setoriais e geográficas, buscando soluções sustentáveis e integradas para promover a saúde dos seres humanos, animais domésticos e silvestres, vegetais e o ambiente mais amplo (incluindo ecossistemas).
Vivemos hoje num mundo globalizado, em rápida mudança e cada vez mais conectado. Enfrentamos novas ameaças à saúde, impulsionadas por fatores como a contínua expansão populacional, urbanização, comércio, transporte, modelos insustentáveis de produção e consumo, mudança no uso da terra, mudanças climáticas, intensificação dos sistemas alimentares e perda de biodiversidade e habitat. Essas ameaças estão aumentando significativamente em frequência e gravidade ao longo do tempo, com tremendos impactos a longo prazo.
Nesse contexto, a abordagem de Uma Só Saúde oferece possibilidades para elaborar e implementar programas, políticas públicas, legislações e pesquisas, nos quais diversos setores e disciplinas colaboram para o alcance de melhores resultados nas estratégias de saúde humana, animal, vegetal e ambiental.
- Vigilância, prevenção e controle de zoonoses e doenças tropicais negligenciadas e doenças transmitidas por vetores;
- Qualificação da prevenção, preparação e resposta frente a epidemias e pandemias;
- Promoção da segurança alimentar e transformação dos sistemas agroalimentares;
- Combate à resistência aos antimicrobianos;
- Conscientização sobre as relações entre saúde humana, animal, vegetal e ambiental;
- Proteção da biodiversidade e melhoria do gerenciamento dos ecossistemas;
- Enfrentamento e adaptação às mudanças climáticas;
- Controle de contaminantes químicos, biológicos e físicos, entre outras temáticas.
O termo “One Health” do qual deriva o termo em português “Uma Só Saúde”
Surgiu no início dos anos 2000. No entanto, a percepção de que há uma estreita relação entre a saúde humana, animal e ambiental vem de civilizações antigas. Na América Latina, por exemplo, a percepção da saúde em humanos, animais e ambiente, bem como o reconhecimento de sua interconexão, podem ser atribuídos ao conhecimento tradicional de povos indígenas.
No histórico da construção do termo “One Health”, destacam-se alguns marcos internacionais importantes: o trabalho do médico Rudolf Virchow (1821 – 1902) e do médico-veterinário Calvin Schwabe (1927 – 2006); o simpósio “One World, One Health”, a partir do qual foram publicados os 12 princípios de Manhattan; o nascimento de organizações internacionais como a “One Health Comission”; o congresso mundial bianual “World One Health Congress”; e a criação da aliança quadripartite e seu painel de especialistas (veja abaixo).
Desde seu surgimento, e principalmente após o contexto da pandemia de covid-19, a abordagem de Uma Só Saúde vem sendo evidenciada, discutida, difundida e incorporada em diversas iniciativas e por diversas instituições no mundo todo.
O Brasil é um país com vasta experiência e produção na temática, contando com diversos artigos científicos, grupos de pesquisa, organizações, eventos e cursos/disciplinas.
Por Olheinfo, com IA e Assessoria de Imprensa Ministério da Saúde
Foto: divulgação Biblioteca Virtual em Saúde MINISTÉRIO DA SAÚDE
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