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O Desemprego e as Diversas Oportunidades

O desemprego acontece não em função apenas de crise econômica. Há parcelas de contribuição do profissional, do empresário e do sistema trabalhista. Para a empresa que desaprende e aprende rápido, a crise pode ser a maior oportunidade comercial.

 

Olheinfo – Hoje o cenário mercadológico invade as cabeças pensantes e continua gerando diversas oportunidades de negócios e possibilidades de expansão. O profissional que entende a mudança de comportamento do consumidor e a necessidade de adequação do modus operandi da empresa, consegue transformar emprego em parceria, compor a relação de compra e venda com permutas e entregar os benefícios diretos para o consumidor. O poder de compra do consumidor baixou juntamente com as suas necessidades, hoje o consumidor tem muito mais objetos e produtos do que antes; com isso, naturalmente a necessidade diminui. O consumidor sai para comprar algo específico para substituir um defeituoso ou algo que seja inédito; ele pensa no espaço que o produto vai ocupar; o consumidor aprendeu a pensar antes de comprar e no lixo que vai gerar. Em função desses comportamentos entende-se que: o consumo retraído não é apenas em função da crise econômica do governo, mas em função de uma série de fatores comportamentais conscientes. As oportunidades que o mercado oferece podem estar em forma de parceria e não de emprego, de troca e não apenas em forma de compra e venda. A empresa precisa desaprender e aprender rápido, sempre haverá crise para uns e oportunidades para outros.

 

O mercado consumidor perdeu aos poucos a configuração de consumidores desenfreados, endividados e até doentes pelo consumo. Fato gerado pelo Estado que faturou bilhões com o consumo e os impostos arrecadados; sem qualquer base sustentável e honesta abarrotou as casas e as garagens de objetos, eletrônicos, veículos etc. Foram 15 anos de desequilíbrio comercial e de resultados desfavoráveis para o mercado, muita quantidade e pouca qualidade. O resultado pode piorar ou melhorar, tudo depende da decisão de hoje que refletirá amanhã.

 

A mudança do cenário mercadológico também reflete diretamente no trabalhador, que precisa entender o seu papel (não de empregado e cumpridor de horários) na função de gerar resultados e lucro; caso contrário, seus serviços serão um peso financeiro para o empregador. Tanto o empresário como o colaborador precisa entender que a empresa existe não apenas para dar lucro e sustentar os empregados, mas principalmente para atender a necessidade do consumidor. O consumidor é o dono do negócio, ele é quem decide e tem o dinheiro.

 

Hoje o interesse do trabalhador é no emprego. A maioria quer emprego e salário, assim como a maioria dos servidores públicos. A falta de preparação é enorme por parte dos trabalhadores! E, por outro lado, os empresários não podem contratar um colaborador para pagar salário, têm que contratar o colaborador que gere resultado e pague o seu salário – essa é a grande dificuldade e o ponto de equilíbrio da cadeia de valores da organização.

 

É fato que nem todos têm a qualificação para pensar e gerar a solução. No entanto, todo colaborador público e privado é obrigado ou deveria ser a gerar resultados satisfatórios; ao contrário, esse colaborador que não gera resultado se transforma num peso para os demais! E, às vezes, para toda a sociedade…

 

A solução para os empresários é capacitar a sua equipe, ter um plano de cargos e salários e um clima organizacional atraente para que esses mesmos colaboradores não peçam demissão logo depois de aprenderem o “dever de casa”… Isso até que o Brasil adote políticas trabalhistas mais inteligentes e efetivas, com foco em resultados que beneficiem a todos.

 

Esse cenário de empregado e patrão foi criado pelo próprio Estado e alimentado com as políticas paternalistas da CLT e do sistema público que “escraviza” o colaborador e exige como obrigação apenas o cumprimento do horário. Quando na verdade o cumprimento do horário é o que menos influência na geração de resultados. Podemos afirmar que há a necessidade da mão de obra qualificada; no entanto, a maior necessidade é da mente de serviço excelente!

 

Hoje o trabalhador brasileiro e o próprio Estado estão colhendo os frutos plantados pelas regras trabalhistas que acomoda o trabalhador e o desmotiva a buscar a sua evolução e ascensão. Todo trabalhador deveria ter como objetivo pessoal à vontade de gerar resultados. Ao contrário, o trabalhador brasileiro tem um objetivo quase que padrão de cumprir horário e fazer tudo que lhe for determinado.

Certamente conhecemos diversas empresas que adotam processos de melhoria contínua, de treinamento e de adequação; para esse perfil de empresa, que desaprende e aprende rápido, a crise pode ser a maior oportunidade comercial. A velocidade de mudança e adequação é uma das principais forças ambientais da empresa.

 

Sem resultados o mercado das pequenas empresas deixa de existir para os que estão despreparados – que é maioria. As grandes empresas que alcançam a visão de treinar, melhorar continuamente e cobrar resultados dos seus colaboradores, geralmente estão bem preparadas e dominam o mercado. Pobre dos que pensam que seus resultados vão mal por influência da crise e se acomodam à espera de algo que vai melhorar o seu faturamento. Toda empresa tem um determinado potencial de faturamento, se ele não está alcançando o resultado que poderia, então é o momento de avaliar os procedimentos e se adequar ao novo.

 

Por Paulo Eduardo Dubiel

Executivo em Gestão de Marketing & Negócios, Esp. – Peds GM&C

07/06/2019

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