Saquarema precisa levar o esporte além do surfe

Saquarema precisa levar o esporte além do surfe e transformar eventos em oportunidades permanentes para a juventude
Saquarema construiu uma identidade esportiva reconhecida nacional e internacionalmente.
O surfe ocupa o centro dessa projeção, movimenta a economia, fortalece o turismo e conecta o município aos principais campeonatos mundiais. Entretanto, uma cidade que investe para ser referência esportiva precisa fazer com que essa vocação alcance também o cotidiano de seus moradores.
O desafio não consiste em diminuir a importância do surfe, mas em ampliar o seu legado. Vôlei, skate, canoagem, natação, capoeira, artes marciais, atletismo, ciclismo, futebol, dança e outras práticas podem formar uma rede capaz de atender crianças e adolescentes com diferentes habilidades, interesses e condições sociais.
Mais do que descobrir campeões, o esporte pode ajudar Saquarema a formar cidadãos.
A força esportiva já está construída
Poucos municípios brasileiros do porte de Saquarema conquistaram uma associação tão direta com o esporte. A Praia de Itaúna transformou-se em referência mundial para o surfe, enquanto o Centro de Desenvolvimento de Voleibol consolidou o município como a “Casa do Voleibol Brasileiro”.
Essa projeção atrai atletas, equipes técnicas, patrocinadores, turistas, imprensa e investimentos. Em 2026, a cidade também recebeu etapas dos circuitos Mundial e Brasileiro de Vôlei de Praia. Segundo a prefeitura, a ocupação hoteleira estimada durante o período chegou a 70%, com efeitos sobre hospedagem, alimentação, comércio e serviços.
O esporte, portanto, já constitui um ativo territorial. A próxima etapa é fazer com que a estrutura, a experiência e a visibilidade acumuladas produzam benefícios permanentes para os moradores, principalmente aqueles que estão atravessando as fases decisivas da infância e da adolescência.
O surfe continua sendo fundamental
O surfe não é apenas uma competição realizada em Saquarema. Ele faz parte da história, da cultura, da paisagem e da economia municipal. O Centro de Treinamento de Surf Léo Neves representa uma iniciativa importante para democratizar a modalidade e desenvolver talentos locais.
O equipamento foi estruturado para atender gratuitamente jovens, preferencialmente oriundos da rede pública e de famílias em situação de vulnerabilidade. Sua proposta inclui iniciação esportiva, formação técnica e desenvolvimento físico e psicológico. O trabalho demonstra que o surfe também pode ser utilizado como instrumento educacional e social.
Entretanto, nenhuma modalidade, isoladamente, consegue contemplar toda a diversidade de interesses, aptidões, territórios e condições existentes entre milhares de crianças e adolescentes. A preservação da identidade do surfe deve caminhar ao lado da ampliação das possibilidades esportivas.
Uma modalidade com barreiras específicas
Dizer que o surfe ainda alcança uma parcela limitada da população não significa classificá-lo como deliberadamente excludente. Sua prática depende de condições específicas: proximidade do litoral, domínio básico da natação, acesso a prancha e equipamentos, orientação qualificada, conhecimento do mar, condições climáticas e protocolos de segurança.
O próprio Centro de Treinamento de Surf trabalha com número determinado de vagas e critérios de acesso. Em uma seleção divulgada em 2023, por exemplo, foram disponibilizadas vagas para jovens de 10 a 20 anos, residentes em Saquarema e vinculados à escola pública, com exigência de noções básicas de natação.
Essas características reforçam a necessidade de uma política diversificada. Uma criança que não se identifica com o mar pode encontrar seu caminho no skate, no vôlei, na capoeira, no atletismo ou em uma modalidade adaptada.
O esporte é um direito
A ampliação do acesso não deve ser interpretada apenas como ação recreativa. A legislação brasileira reconhece o esporte como direito. O artigo 71 do Estatuto da Criança e do Adolescente estabelece que crianças e adolescentes têm direito à cultura, ao lazer e aos esportes, respeitada sua condição de pessoas em desenvolvimento.
A Lei Geral do Esporte, sancionada em 2023, também estabelece o esporte como direito social e determina igualdade de condições para o acesso. A norma valoriza planejamento, participação social, transparência e integração entre as políticas esportivas dos diferentes níveis de governo.
Em uma cidade reconhecida pela atração de grandes competições, cumprir esse direito significa aproximar o calendário esportivo da vida comunitária. O evento deve ser a vitrine; a formação continuada precisa constituir o legado. Estatuto da Criança e do Adolescente e Lei Geral do Esporte.
Movimento protege corpo e mente
A Organização Mundial da Saúde recomenda que crianças e adolescentes realizem, em média, pelo menos 60 minutos diários de atividade física moderada ou vigorosa. O movimento regular contribui para o desenvolvimento muscular, ósseo, motor e cognitivo, além de produzir benefícios para a saúde mental e o bem-estar.
A realidade internacional, contudo, ainda está distante dessa recomendação. Segundo a OMS, cerca de 80% dos adolescentes não alcançam os níveis recomendados de atividade física. A organização relaciona a prática regular ao desenvolvimento da autoestima, à integração social e ao melhor controle de sintomas de ansiedade e depressão.
O esporte não substitui acompanhamento psicológico ou tratamento clínico quando necessários. Pode, porém, funcionar como fator de proteção, fortalecer vínculos e criar espaços de convivência em uma fase marcada por transformações físicas, emocionais e sociais. Organização Mundial da Saúde.
Saquarema já possui uma base social
A cidade não parte do zero. Lançado em 2024, o Viva+Esporte foi inicialmente apresentado com 1.600 vagas, 16 núcleos e atividades gratuitas em diferentes bairros. O programa incluiu vôlei de praia, vôlei de quadra, futebol, futsal, skate, dança, capoeira, treinamento funcional e ginástica.
Em abril de 2026, a prefeitura informou que o projeto já havia beneficiado mais de 3 mil moradores, atendendo desde crianças até idosos e pessoas com deficiência. A expansão indica demanda e demonstra que a diversificação esportiva encontra adesão quando as atividades são gratuitas e territorialmente acessíveis.
Os núcleos distribuídos em bairros como Centro, Bacaxá, Jaconé, Vilatur, Itaúna, Boqueirão, Barra Nova, Sampaio Corrêa e outros reduzem uma das principais barreiras da política esportiva: a distância entre a oportunidade e o cidadão. Projeto Viva+Esporte.
O futebol revela capacidade de escala
O Programa Atletas do Futuro é outro exemplo relevante. Criado para estudantes de 7 a 17 anos matriculados na rede municipal, o projeto estruturou 4.500 vagas em 20 núcleos esportivos espalhados pelos três distritos de Saquarema.
O programa contempla futebol masculino e feminino, turmas mistas, materiais esportivos, transporte para deslocamentos longos e acompanhamento destinado à inclusão de alunos com deficiência motora ou intelectual. A proposta conecta esporte, formação cidadã, desempenho escolar e suporte multidisciplinar.
Em 2025, a prefeitura informou que 4.500 estudantes estavam sendo preparados pelo programa, dos quais 130 integravam turmas de alto rendimento. O modelo mostra que é possível combinar participação ampla e desenvolvimento de talentos sem transformar toda atividade esportiva em competição. Atletas do Futuro no OlheInfo.
O vôlei pode alcançar mais bairros
A relação de Saquarema com o voleibol oferece uma oportunidade singular. O município abriga um centro de referência nacional, recebe atletas de elite e sedia competições de quadra e de praia. Esse conhecimento acumulado pode ser traduzido em uma rede permanente de iniciação esportiva.
Vôlei de quadra e vôlei de praia favorecem cooperação, comunicação, coordenação motora, leitura coletiva e respeito às funções desempenhadas por cada participante. Com adaptação das regras e dos materiais, podem atender diferentes idades e níveis de habilidade.
Clínicas realizadas durante campeonatos são positivas, mas insuficientes quando isoladas. O legado verdadeiro exige professores durante o ano, turmas regulares, horários compatíveis com a escola e oportunidades para meninas e meninos progredirem da experimentação à formação esportiva.
O skate dialoga com a juventude
Saquarema também acumulou experiência na realização de competições de skate. Em 2025, a Turfa Skatepark, instalada no Complexo Esportivo e de Lazer Eldon Armond Bravo, recebeu novamente uma etapa seletiva associada à Street League Skateboarding.
A existência de pistas públicas e a passagem de competições relevantes criam condições favoráveis para uma política de base. O skate desenvolve equilíbrio, coordenação, persistência, percepção de risco e autonomia. Além disso, possui forte conexão cultural com adolescentes que nem sempre se reconhecem em modalidades coletivas tradicionais.
A prática exige capacete, equipamentos de proteção, manutenção das pistas e orientação técnica. Com oficinas permanentes, empréstimo de materiais e ocupação supervisionada dos espaços, o impacto de um campeonato pode continuar muito depois da desmontagem das estruturas. Circuito de Skate Street em Saquarema.
Lagoas ampliam as possibilidades
O litoral não é o único patrimônio natural disponível ao esporte. A Lagoa de Saquarema e outros ambientes aquáticos permitem desenvolver canoa havaiana, stand up paddle, surfski, paddleboard e atividades introdutórias de canoagem.
Desde 2022, a cidade recebe o Aloha Spirit, festival que reúne modalidades aquáticas. Em diferentes edições, o evento já apresentou canoa havaiana, natação em águas abertas, stand up paddle, surfski, paddleboard, longboard e outras provas. Em 2026, também foram realizadas atividades abertas de funcional infantil, vôlei de praia e beach tennis.
A experiência comprova que essas modalidades são compatíveis com o território. Para transformá-las em formação regular, seriam necessários coletes, embarcações, instrutores, pontos seguros de acesso, educação ambiental e ensino de natação e segurança aquática. Aloha Spirit 2026.
Natação é esporte e proteção
Em um município cercado por praias e lagoas, ensinar crianças a nadar possui valor esportivo e preventivo. A natação pode abrir acesso ao surfe, à canoagem, ao stand up paddle e às competições aquáticas, mas também desenvolve uma competência relacionada à segurança.
A implantação de núcleos de iniciação aquática exigiria avaliação das condições ambientais, profissionais habilitados, protocolos de emergência e integração com ações educativas sobre correntes, profundidade, clima e preservação da água.
O aprendizado não deve ser confundido com autorização para crianças frequentarem ambientes aquáticos sem supervisão. Ao contrário, uma política responsável precisa ensinar habilidades e limites. Natação, educação ambiental e prevenção podem formar um mesmo programa, especialmente em bairros próximos a praias e lagoas.
Capoeira integra cultura e desenvolvimento
A capoeira reúne movimento, música, história, expressão corporal e pertencimento cultural. Precisa de poucos equipamentos, pode ser praticada em escolas, quadras e centros comunitários e permite a organização de turmas em diferentes bairros.
Para crianças e adolescentes, a modalidade contribui para coordenação, flexibilidade, ritmo, disciplina e convivência. Também cria oportunidades de valorização da cultura brasileira e de transmissão de conhecimentos entre gerações.
Outras artes marciais, como judô e jiu-jítsu — modalidade que já integrou o calendário de eventos esportivos do município — podem complementar essa oferta. Quando conduzidas por profissionais qualificados, com práticas pedagógicas adequadas à idade, trabalham autocontrole, responsabilidade e respeito. A prioridade deve ser educacional, não a formação de uma cultura de confronto.
Corrida e ciclismo aproximam territórios
Atletismo, caminhada orientada, corrida e ciclismo apresentam grande potencial de capilaridade. Podem utilizar pistas, praças, campos, escolas e percursos seguros, sem depender de equipamentos complexos de competição.
Corridas infantis, festivais escolares e núcleos de atletismo ajudam a identificar aptidões para velocidade, resistência, salto e arremesso. O ciclismo pode conectar esporte, lazer, mobilidade e educação para o trânsito, desde que existam trajetos adequados, capacetes, bicicletas revisadas e supervisão.
Saquarema já registra eventos de corrida, ciclismo e esportes de praia em seu calendário. O passo seguinte seria relacionar essas experiências a programas regulares nos bairros, oferecendo aos moradores não apenas o papel de espectadores, mas a possibilidade de participação continuada.
Praças podem virar núcleos comunitários
Desde 2020, o programa Uma Praça em Cada Bairro criou ou revitalizou mais de 60 áreas de convivência em Saquarema, segundo dados divulgados pela prefeitura em 2025. Esses espaços constituem uma infraestrutura distribuída que pode sustentar atividades esportivas de proximidade.
Uma praça equipada não se transforma automaticamente em política pública. É necessário oferecer programação, orientação profissional, conservação, iluminação, acessibilidade e acompanhamento do uso. Sem gestão, o equipamento pode permanecer subutilizado ou concentrar apenas atividades espontâneas de determinados grupos.
Com horários organizados, as praças podem receber funcional infantil, dança, capoeira, recreação, iniciação ao atletismo, circuitos motores e atividades inclusivas. A proximidade facilita a adesão das famílias e reduz dependência de transporte. Uma Praça em Cada Bairro.
Diversidade evita abandono precoce
Uma política centrada em poucas modalidades corre o risco de perder crianças que não apresentam habilidade imediata ou não se adaptam ao ambiente oferecido. Nem todo jovem deseja competir. Alguns buscam convivência, movimento, diversão, bem-estar ou um espaço seguro no contraturno escolar.
A diversidade permite experimentar antes de escolher. Uma criança pode começar no funcional, descobrir afinidade com o vôlei e posteriormente migrar para o atletismo. Outra pode não se adaptar ao futebol, mas desenvolver confiança no skate ou na capoeira.
O objetivo da iniciação deve ser ampliar repertórios motores e vínculos positivos com o movimento. A especialização precoce e a cobrança excessiva podem provocar frustração e abandono. A porta de entrada precisa ser acolhedora, enquanto o alto rendimento deve ser uma possibilidade, não a única medida de sucesso.
Inclusão precisa ser planejada
Programas integrativos devem alcançar meninas, pessoas com deficiência, moradores de áreas afastadas, famílias de menor renda e jovens que não se percebem como atletas. Isso exige planejamento específico, não apenas uma declaração genérica de abertura.
A oferta precisa considerar acessibilidade física, formação dos profissionais, equipamentos adaptados, transporte, horários, comunicação com responsáveis e proteção contra discriminação. A Lei Brasileira de Inclusão assegura às pessoas com deficiência o direito ao esporte em igualdade de oportunidades.
O Viva+Esporte e o Atletas do Futuro já apresentam elementos inclusivos. O avanço consiste em medir participação, permanência e satisfação de cada público, identificando quem entra, quem permanece e quem abandona. Somente a matrícula não demonstra inclusão efetiva. Lei Brasileira de Inclusão.
Eventos precisam entregar legado
A atração de campeonatos gera turismo, consumo, exposição de marca territorial e oportunidades para prestadores de serviços. Porém, o retorno social pode ser ampliado quando os contratos e parcerias estabelecem contrapartidas permanentes.
Organizadores, confederações e patrocinadores podem contribuir com formação de professores, clínicas para estudantes, cessão de materiais, revitalização de equipamentos, bolsas, visitas escolares e apoio a circuitos municipais. As ações devem ser planejadas antes do evento e acompanhadas depois dele.
O município já utiliza eventos como espaço para atividades abertas à população. Essa conexão pode evoluir para uma política formal de legado: cada competição relevante deixaria uma contribuição mensurável para a rede esportiva local, proporcional à dimensão do evento e às estruturas públicas mobilizadas.
Gestão deve substituir ações isoladas
Para consolidar uma rede esportiva, Saquarema precisa conhecer a demanda de cada território. Um diagnóstico pode mapear crianças e adolescentes, modalidades desejadas, equipamentos disponíveis, distâncias, horários escolares, profissionais, barreiras de acesso e capacidade de atendimento.
A partir desses dados, seria possível organizar núcleos por vocação territorial. Áreas próximas às lagoas podem receber modalidades aquáticas; bairros com pistas podem desenvolver skate; escolas e quadras podem abrigar vôlei, futsal, basquete e artes marciais; praças podem concentrar atividades integrativas.
A gestão também deve acompanhar frequência, evasão, participação feminina, inclusão, desempenho escolar, satisfação familiar, encaminhamentos sociais e evolução física. Quantidade de vagas é importante, mas resultado público exige saber o que essas vagas efetivamente transformam.
Escola, família e saúde precisam participar
O esporte alcança maior impacto quando não funciona isoladamente. Escolas podem identificar interesses e necessidades, acompanhar frequência e relacionar atividades ao desenvolvimento educacional. Famílias precisam compreender objetivos, horários, responsabilidades e protocolos de proteção.
As unidades de saúde podem apoiar avaliações, prevenção de lesões e encaminhamentos quando surgirem questões físicas ou emocionais. A assistência social pode contribuir com estudantes em situação de vulnerabilidade, enquanto profissionais de psicologia podem orientar casos que exijam atenção especializada.
Essa integração não significa medicalizar o esporte. Significa reconhecer que crianças e adolescentes vivem realidades complexas. O campo, a quadra, a pista ou a lagoa podem ser pontos de observação, convivência e proteção, desde que exista uma rede preparada para agir.
Uma geração pode mudar a cidade
O retorno de uma política esportiva não se resume a medalhas. Ele aparece na criança que desenvolve confiança, no adolescente que encontra um grupo de pertencimento, na família que passa a ocupar a praça e no jovem que descobre uma profissão ligada ao esporte.
A cadeia de oportunidades inclui professores, treinadores, fisioterapeutas, psicólogos, nutricionistas, árbitros, produtores, comunicadores, gestores de eventos, profissionais de turismo e empreendedores. Ao formar praticantes, Saquarema também pode formar trabalhadores e lideranças para sua própria economia esportiva.
O município já atrai o espetáculo. Agora pode desenvolver, com maior amplitude, o ecossistema existente ao redor dele. Essa transição permitiria converter reconhecimento externo em capacidade local, criando um futuro no qual o esporte faça parte da identidade e também da vida diária dos cidadãos.
🏆 ESPORTE | ALÉM DO RESULTADO
Saquarema possui condições que poucos municípios reúnem simultaneamente: reconhecimento esportivo, paisagem favorável, calendário de competições, equipamentos, programas sociais e uma população que identifica o esporte como parte de sua cultura. Essa combinação não deveria ser tratada apenas como vantagem turística.
O surfe continuará sendo a principal assinatura esportiva da cidade. A ampliação para outras modalidades não disputa espaço com essa história. Ao contrário, transforma a reputação conquistada pelo surfe em uma plataforma maior de formação humana, inclusão e desenvolvimento territorial.
A prioridade deve ser construir portas de entrada variadas. Futebol, vôlei, skate, natação, canoagem, capoeira, artes marciais, atletismo, ciclismo, dança e atividades adaptadas alcançam perfis diferentes e distribuem oportunidades entre bairros, idades e condições sociais.
Grandes eventos mostram ao mundo aquilo que Saquarema consegue receber. Programas permanentes mostram aos moradores aquilo que a cidade consegue construir. O sucesso dessa política será percebido quando crianças e adolescentes puderem escolher uma modalidade próxima de casa, permanecer nela com segurança e encontrar apoio para desenvolver corpo, mente e relações sociais.
O verdadeiro título de uma cidade esportiva não é concedido apenas por federações, calendários ou transmissões internacionais. Ele é conquistado quando o esporte deixa de ser uma atração eventual e se transforma em direito vivido pela população.
Por Redação OlheInfo
Paulo Eduardo Dubiel
Jornalista • Publicitário • Especialista em Gestão de Marketing
Diretor Executivo da Peds GM&C
Diretor Editorial da OlheInfo
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